A retomada em V da economia e as contratações em alta de média e alta gerência continuam em alta em 2021.

08 mar 2021

A pandemia que assola o mundo, criou situações inusitadas no mercado de trabalho. A geração de empregos no segundo semestre de 2020 foi muito forte, antes da segunda onda do Covid19.

O PIB de 2020 ficou em – 4,1% contra todas as projeções que pautavam em –9 % a –11%. O Brasil caiu menos que 99% dos países do mundo ocidental. Fizemos uma das maiores transferência de renda do mundo e fomos até copiados pela Europa e EUA.

Apesar da pandemia, a geração de empregos no Brasil fechou positivo, empregos  com carteira assinada ficaram em 142.690 novas vagas, mesmo com queda de 4,1 % no PIB, já que a base comparativa era ruim. E se a taxa de desemprego aumentou é porque mais 2.000.000 de pessoas voltaram a procurar emprego no final de 2020.

Em janeiro e fevereiro deste ano as vendas de varejo e da indústria de transformação se mantiveram estáveis em quase todos os setores da economia.

O setor de serviços começou a reagir já no final do ano, e as contratações de média e alta gerência continuaram em alta. Neste início de ano esta tendência continua, e alguns cargos especializados de primeira linha já estão em falta, como Controller, Executivos de TI e Supply Chain, profissionais de logística e profissionais da área técnica de energia renovável, para citar alguns dos principais.

Os salários médios em 2020 terminaram em alta moderada, depois de 6 anos de queda, e deve permanecer em alta em 2021. As bases salariais já estão aumentando e as empresas estão aceitando contraproposta em negociações de contratação na maior parte dos casos de clientes que recolocamos.

Os gargalos da indústria devem perdurar até o final do primeiro semestre, e só aí as cadeias de insumos devem começar a atender a demanda pontualmente. As projeções são de crescimento de 3,4 % no PIB em 2021, puxado pelos setores da agroindústria, tecnologia, varejo, saúde, energia, indústria de transformação, construção civil, mineração e setor financeiro.

O investimento externo começou o ano com forte entrada de capital direto, IPOs projetando forte crescimento no primeiro semestre, inflação em queda e setor industrial com 85 % das empresa prometendo novos investimentos.

Na M1 tivemos último trimestre de 2020 com forte aumento no número de recolocados e iniciamos 2021, janeiro e fevereiro, mantendo o volume de recolocados em 90% do volume recorde do último trimestre do ano passado.

Os segmentos que mais contrataram neste início de ano foram a indústria de bens de consumo e embalagens, equipamentos rodantes, energia renovável, tecnologia, agroindústria, varejo e serviços logísticos.

Os cargos mais procurados foram gerentes e diretores de supply chain e diretores financeiros, tecnologia da informação, manufatura, gerentes de projetos de energia renovável e marketing digital.

As projeções de entrada de capital em 2021 são maiores que 2020, considerando a vacinação da população, a retomada do consumo que permanece, os gargalos da produção interna, o crédito disponível, as privatizações, o real desvalorizado, a forte demanda por novos investimentos e inflação dentro da meta.

Se não cairmos na tentação de fechar a economia e o comércio, com a desculpa de evitar o colapso do sistema de saúde, teremos o que comemorar no final do ano.

A indústria e todo o setor privado estão fazendo a lição de casa, cabe aos políticos fazerem também.
É essa a questão.
O maior inimigo da economia hoje é o lockdown.