Comunicação: muito além da fala

09 maio 2019

A frase “Comunicação não é o que se fala. É o que se entende”, creditada à David Ogilvy, já pipocou em diversos sites e artigos sobre comunicação. De fato, existe algo muito maior do que aquilo que sai da nossa boca. O residual provocado pelas nossas palavras está por todo o lado: nas sensações minimalistas causadas nos ouvintes, na projeção do corpo e nas expressões faciais que fazemos enquanto falamos, nas possíveis interpretações que tiveram com base em suas próprias bagagens de vida, e até mesmo na decisão de ignorar ou não ouvir o que temos a dizer. Tudo, absolutamente tudo, influi na percepção daquilo que chamamos de fala. Não por acaso, trata-se de comunicação, um conjunto de elementos que constroem esta habilidade específica. E, no fim, o que importa não é o que dissemos. Mas o que ficou para contar a história.

Mas como usar o poder da fala para influenciar pessoas? Como podemos alavancar nossas carreiras com uma capacidade afinada de comunicação? A seguir elaboramos algumas dicas para quem deseja desenvolver suas habilidades em se comunicar bem, de forma precisa, e também de ser ouvido.

Parta do princípio de que as palavras têm poder

Não é de hoje que discursos inflamados e ufanistas entraram para história. Nem menos frequentes foram os movimentos das massas populares influenciados por palavras. Então, da próxima vez em que você achar que palavras não exercem poder sobre as pessoas, pense de novo. Palavras talvez sejam a ferramenta mais poderosa em posse do ser humano. Elas podem evitar guerras ou provocá-las.

Jamais fale mal de alguém que não está presente

Fofoca não é bem vista, nem entre fofoqueiros. Em pouco tempo a pessoa que fala mal de alguém estará falando mal de outra pessoa, e de outra, e assim sucessivamente, sempre movida a impulsos emocionais do momento. Isso não inspira confiança, muito menos desejo de ouvir o que o fofoqueiro tem a dizer.

Fique em silêncio

O silêncio é absolutamente poderoso durante a fala. O silêncio é dramático e instiga. Sem silêncio, não damos tempo da pessoa absorver o que está sendo dito. Talvez você não saiba, mas ao fazer pausas, você permite que as pessoas que estão ouvindo interajam com você, tornando a sua fala bem mais interessante do que se fosse apenas um monólogo.

Tenha consciência de que seu corpo fala enquanto você ouve

Para complementar o item anterior, é preciso lembrar que seu desejo de ouvir o outro tem que ser genuíno – ou é melhor nem se atrever a fazer pausas. O nosso corpo fala, e muito, enquanto escutamos. Se filmassem você enquanto ouve um discurso, por exemplo, ou enquanto assiste à TV ou vê um vídeo no YouTube, você veria a quantidade de tiques ou movimentos corporais que faz inconscientemente.

Evite a negatividade

Ah, o sofrimento! Quem nunca se cansou de ouvir aquele amigo que só reclama? Se você quer ser um bom comunicador e ganhar pontos em sua carreira a partir desta qualidade, é melhor não abusar no sofrimento. Ser mais propositivo e levar soluções em vez de problemas é um ótimo passo para evitar o hábito da negatividade.

Esteja sob sua própria verdade

Em outras palavras, seja você mesmo. É o único jeito de evitar cair na incoerência de fazer diferente do que diz. Isso parece mais fácil do que realmente é, mas o fato é que estar sob a própria verdade demanda autoconhecimento, um processo longo e contínuo. A autenticidade deve sempre ser temperada naqueles que desejam se comunicar bem.

Mude a entonação

Ritmo. Ênfases nos momentos corretos. O volume correto. Nem mais, nem menos. A forma como sua voz é sentida faz toda a diferença. Falar tudo numa nota só dificulta a escuta e restringe a capacidade de se comunicar, uma vez que transmite a sensação de que nem você está interessado no que tem a dizer.

E aí? Já pensou em aprimorar seu potencial de comunicador fazendo um coaching executivo? Os profissionais da M1 Alta Gerência estão à disposição para ajudar líderes empresariais em suas jornadas de desenvolvimento. Acompanhe nossos artigos aqui no blog. Toda semana tem alguma novidade.